quarta-feira, 10 de maio de 2017

Dividindo o chão, gratidão, pão.

Agora me vem a memória as aulas com o prof. Adalberto. Com um jeitão sério olhou para nós e disse mais ou menos assim: -Ecólogos né? Tem que saber inglês, espanhol.
Lembro que me vi atenta...Guardei essas palavras dele. Hoje eu na minha ousadia, mesmo sendo aprendiz, me espelho nessas palavras quando falo com os ingressantes.
O prof. Adalberto fazia umas aulas campo dentro da UFRN, ele falava das nuvens, com nomes para elas. Era fantástico. Olhava para uma mangabeira e dizia que o solo era rico em alumínio. Anos atrás eu achei anotações com as sabedorias das aulas daquele ser humano.
Um precioso que falava do céu, do chão.

Parei. :)

Parei,
parei por debaixo das cobertas pus as mãos no coração e passei a buscar sentir um sentimento verdadeiro. O desejo de felicidade para todos, meditando na calma que acalma...querendo a paz.

sábado, 29 de abril de 2017

Bichos. :D

Eu tenho histórias que para mim são curiosas, com animais.
Certa vez eu estava andando pela Universidade e uma Iguana passava atravessando meu caminho vagarosa e eu perplexa me interrogando: - Como assim criatura? Não tem medo do perigo não?
Eu praticamente estava a afastando do caminho.
Hoje estava eu andando por um campo de árvores e uma rolinha passarinhou por meus sapatos, corajosa, tão linda. Também hoje uma formiga tipo Sassará (eu chamo Sassará hihihii) Subiu na minha mão e saiu passeando. Linditudes (Inventei essa palavra- lindeza com atitudes kk) são os animais.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

terça-feira, 22 de novembro de 2016

[Quem entende? Quem explica?]

Quando o pouco é tanto.
Quando as pessoas são incríveis.
Quando bate a plenitude e
eu quero dividir.
E o amor?
Chega!
Pede passagem,
De ida.
:)

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Como limpar um coração:

Como limpar um coração: 
Primeiro e primordial você canta uma canção de ninar pra ele. Deixe-o dormir até ter vontade de acordar e quando acordar dê-lhe suco de maracujá. Sem pressa do acordar comece o dia dele por varre-lo, tire qualquer indicio de placa de gordura, qualquer amargura contida...Aperte-o bem forte, faça-o se sentir vivo. Se machucado de algum revés do destino, assopre-o. Lave-o bem. Deixe molhar na chuva e para um coração menino deixe-o brincar de índio, lave-o bem, seque-o bem, depois pomada de neném. Sujeito a nova tarefa, siga cantarolando, limpar o coração leva tempo.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Na estrada.

Domingo,
Choveu, fez sol, lá vou eu.
Entro no 26, dois meninos sentados, 18 e uns quebrados, Panatis, sobe um bêbado, não era um bêbado escandaloso, titubeou, sorriu, segurou forte nas cadeiras do ônibus, os meninos se entreolham e riem. Avenida das fronteiras, sobe mais 3 meninos, camisas pretas, um de cabelo encaracolado, me lembrou Jimi Hendrix, outro de bandana, uma bola de basquete. Os meninos sentados reconhecem os que estão chegando, cumprimento amigável, um deles questiona: “Vão pra onde?” O garoto tipo Jimi Hendrix: “Vamos jogar basquete em ponta negra.” Outro complementa: “Esse aqui vai trabalhar mas a gente vai jogar”. Avenida Paulistana, primeiro bar saindo das Fronteiras, mesas na calçada, o bêbado animado acena da janela do ônibus para conhecidos nas cadeiras do bar. Segue na avenida, sobe um garotinho com a família, Christopher pergunta pelos pais, a tia diz: seus pais estão ali, mas você tá com sua tia, segura firme. Alguns minutos, a mãe chama Christopher e sentam. O bêbado desce. Sobe a mulher da jujuba: “Tenho três filhos menores, alguem pode pagar a passagem para eu vender a jujuba?” Um homem grita lá de trás: - Passa que eu pago. Outro de meia idade se adianta na frente, vai até o cobrador e apresenta o cartão. A mulher continua: “ - Tô vendendo a jujuba, tenho 3 filhos menores, desemprego”. Bernardo vieira, xiiii nem apreciei a pintura do muro da escola estadual Rotary, passa a Secretaria municipal de trabalho e assistencia social. Ponto anterior ao Midway, muita gente desce, Cristopher vai sentar com a tia em uma cadeira mais alta. Parada do midway, vai subir um cadeirante, o motorista se adianta para descer a engenhoca-elevador que leva o cadeirante para o interior do ônibus. Cristopher surpreso: “Nossa! Tem controle!” O cadeirante adentra no ônibus, cabelo loiro ralinho, olhos claros. Acomoda-se e começa a falar: “Eu uso fraudas, se alguém puder ajudar com qualquer quantia, perdi os movimentos da cintura pra baixo”. E lá vai, passando as notas de 2 reais de um lado a outro do ônibus. Natal shopping, vai descer o cadeirante, motorista se adianta ajuda a tirar o cinto do cadeirante, Christopher de olhos atentos, a engenhoca-elevador desce com o cadeirante, Christopher boquiaberto, reparo que no braço esquerdo de Cristopher tem uma ferida bem cascuda. Estação de transferência 1 Bairro latino, Sobe uma senhora com um mundaréu de sacolas. Eu me adianto: “Senta aqui, já vou descer.” Ela agradece. Desci! Roberto freire deserta, desfilei no atravessar. Cheguei!